O que mais motiva você no seu trabalho? É o dinheiro que você ganha no final do mês? É o prazer de fazer bem feito aquilo que você ama fazer?

Você sente orgulho do trabalho que realiza?

Quais atividades você só faz por receber uma remuneração? Quais deixaria de fazer se não fosse mais pago por elas? Se não precisasse mais de dinheiro para viver, quais atividades profissionais você faria apenas por gostar de ser útil na vida das pessoas?

Imagine como seria poder fazer aquilo que você ama fazer e ao mesmo tempo ser bem remunerado por isso.

Hoje eu trabalho por amor ao que faço e consigo ser remunerado por isso. Foi um sonho realizado, mas nem sempre foi assim.

Sei que é difícil construir as condições que permitem conciliar o trabalho, dinheiro e amor por uma atividade profissional.

Não é uma coisa que você irá conquistar do dia para a noite. Atingir essa conciliação dependerá de diversas decisões acertadas que você deverá fazer durante uma vida inteira. Muitas formas de resistência terão de ser superadas. Além das suas próprias resistências internas, ainda terá de enfrentar a resistência de pessoas próximas.

Para poder viver daquilo que escrevo, dos estudos que faço e compartilho na internet através dos meus sites, livros e cursos, tive que trilhar um longo caminho com paciência e persistência. Tive que preparar a base para a transição entre o trabalho por dinheiro e o trabalho pelo amor. Superei as opiniões de pessoas que gostariam de fazer o mesmo, mas que sentem medo. Superei meus próprios medos, modifiquei meus hábitos e adquiri os conhecimentos necessários para essa mudança.

O esforço compensa em todos os sentidos, incluindo no financeiro. É justamente quando tiramos o foco do trabalho pelo dinheiro, que o dinheiro mais aparece na nossa vida. Entender esse mecanismo é simples.

Quando trabalhamos naquilo que gostamos, tendemos a nos aperfeiçoar, caprichar e melhorar a cada dia. Os seus clientes, chefes e o mercado inteiro conseguem perceber que você faz o que faz por amor ao que faz.

Esse amor fica impresso no seu trabalho. Um trabalho bem feito é valorizado e desejado por todos. Gostamos de nos aproximar e de contratar pessoas que amam o que fazem. Aceitamos pagar mais por trabalhos feitos pelo amor e não apenas pelo dinheiro.

O dinheiro aparece como uma consequência quando ele não é a prioridade das suas ações.

Atingir o seu equilíbrio financeiro ou até uma maior independência financeira, ajuda muito nesse processo de transição. Por isso é importante investir na sua educação financeira. É ela que vai proporcionar uma vida financeiramente tranquila que possa servir de base para grandes mudanças profissionais e de vida.

Depois disso, basta assumir o controle da sua própria vida. É uma tarefa difícil. Fazer o que você quer e não o que os outros esperam que você faça, significa desafiar a resistência dos outros. Significa buscar mais sabedoria e desenvolver valores e virtudes que permitam superar aquela força interior que cria as barreiras internas para as grandes mudanças que queremos realizar.

Muitos dos meus leitores descrevem o desejo de mudança profissional. Alguns atingiram um maior nível de estabilidade financeira e agora querem partir para uma vida profissional mais gratificante e bem remunerada.

Eu acredito que a nossa felicidade dependa dessa conciliação entre trabalho, dinheiro e amor pelo que fazemos.

Trabalho com amor e sem amor

Acredito que muitos problemas vividos por nossa sociedade, que afetam todos nós, tenham uma forte relação com uma vida dedicada ao trabalho sem amor, apenas pelo dinheiro. Muitos desequilíbrios pessoais e sociais se originam desse estilo de vida deficiente.

Você sabe o que é trabalho com amor e trabalho sem amor? É fácil entender.

O trabalho com amor é aquele baseado na seguinte pergunta:
“Como posso fazer o meu melhor esforço para servir as pessoas?”.

O trabalho sem amor é aquele baseado na pergunta:
“Como posso fazer o meu menor esforço para ser servido pelas pessoas?”

Por exemplo, um empresário que trabalha com amor pelo que faz está sempre buscado novas formas de entregar o maior valor possível para os seus clientes, mesmo com todas as dificuldades que enfrenta.

Já o empresário que trabalha sem amor pelo que faz está sempre buscando formas de tirar o maior valor possível dos clientes. É a diferença entre fazer o melhor esforço pelo que você ganha ou o menor esforço pelo que ganha. Os clientes percebem a diferença. O sucesso nos negócios muitas vezes depende disso.

Não existe nada mais desmotivador, estressante e degradante do que trabalhar em uma atividade que não gostamos apenas pelo dinheiro que ela proporciona.

Isso pode até funcionar no curto ou no médio prazo, mas manter esse estilo de vida para sempre tende a ser insuportável para a maioria das pessoas. A saúde mental e física acaba se degradando quando nossa vida se resume a assumir o papel de uma máquina de fazer dinheiro e pagar contas.

O ser humano é muito grande para viver de maneira tão pequena.

Não é natural, apesar de ser comum, sofrer durante os cinco dias úteis da semana esperando a vida que só poderá ser vivida no fim de semana.

Não faz parte da nossa natureza ir para o trabalho na segunda-feira como se estivéssemos indo para a masmorra para realizar trabalhos forçados até a abertura da cela no fim de semana. Se isso é a sua vida, isso é um problema. Esse problema vai acabar com você caso você não acabe com ele primeiro.

Só não podemos afirmar que isso é uma escravidão, por esse estilo de vida ser o resultado de escolhas que você fez.  A pior escravidão é aquela onde o escravo não percebe que está escravizado.

Diante disso, é fácil compreender a origem das frustrações, desmotivação, ansiedade e tristeza com a nossa própria vida pessoal e profissional. É natural ter resultados financeiros ruins ou exagerar no “consumismo sem propósito” quando vivemos frustrados em busca de “brinquedos” que funcionem como prêmios de consolação ou anestesia para uma a vida profissional frustrante que mantemos.

Nada mais desmotivador do que uma vida mecânica que passa como se fosse um eterno loop (um eterno retorno) onde um novo dia parece ser a cópia do dia anterior.

Gaiola aberta

Imagine se você fosse um pássaro que nasceu em cativeiro e nunca soube o que é voar. Você vive na sua gaiola sem desejar sair, sem desejar voar, pois você não pode desejar algo que não sabe que existe. Mesmo se a porta da gaiola fosse aberta, você sentiria medo de sair, medo da altura, medo do novo, do desconhecido e até medo das suas asas não funcionarem.

O problema é que mesmo tendo tudo dentro da sua gaiola, alguma coisa dentro de você o deixa triste, frustrado e ansioso por algo que não entende o que é.

Você não entende a origem da tristeza. Aparentemente você tem tudo. Tem comida, água e tudo que precisa dentro da sua gaiola. O seu dono compra pequenos brinquedos para decorar sua gaiola, você se anima por um tempo com a novidade e logo retorna para o sentimento de que está faltando alguma coisa.

A natureza equipou os pássaros para voar e algo dentro da natureza do pássaro diz que ele só será completo se fizer aquilo para o qual nasceu para fazer.

A vida das pessoas não é muito diferente desse exemplo do pássaro na gaiola. As vezes esquecemos desse detalhe, mas assim como os pássaros, nós também somos parte da natureza e nascemos equipados para fazer uso daquilo que nos diferencia de todos os outros seres.

O que diferencia o pássaro dos outros seres é a capacidade de voar. O que diferencia os homens e mulheres dos outros seres é a capacidade de usar a razão para escolher qual papel iremos assumir na vida, diante da sociedade e da humanidade.

Existem pessoas que nascem com o sonho de ensinar, construir, curar, inventar, reformar, pesquisar, descobrir, navegar, transformar, organizar, liderar, julgar, defender, salvar, plantar, gerenciar, etc. Para cada verbo temos inúmeras profissões ou maneiras de servir a sociedade.

Cada pessoa que nasce é uma pequena engrenagem que faltava para aperfeiçoar e perpetuar a humanidade através de algum trabalho valoroso que possa fazer.

Quando você está no lugar errado, fazendo o que não gosta, se torna a engrenagem errada no lugar errado que atrapalha o funcionamento de toda a máquina.

O médico e a engrenagem

Veja o caso desse servidor público que apareceu nessa reportagem aqui.

Existem pessoas que entram no serviço público para realizar o sonho de servirem a sociedade através da profissão que amam exercer. Também existem pessoas que entram no serviço público buscando apenas dinheiro, estabilidade, poder e vantagens. Servir as pessoas, o país e a profissão fica em segundo plano.

Essas pessoas que entram no serviço público pensando apenas no dinheiro são como a engrenagem no lugar errado. São elas que fazem a máquina pública não funcionar como a sociedade espera.

Para piorar a situação, uma engrenagem ruim prejudica o funcionamento das engrenagens boas. Quando a engrenagem ruim não é substituída, todo o sistema se nivela por baixo e se deteriora. No fim, todo o serviço público acaba sendo malvisto pela população.

A melhor coisa que um servidor público infeliz com o seu trabalho pode fazer é deixar o serviço público. A melhor coisa que um profissional liberal infeliz pode fazer é mudar de profissão. O mesmo vale para quem está na iniciativa privada, caso não seja demitido antes.

Trabalhar naquilo que não gostamos é uma violência contra nós mesmos. No curto prazo é suportável, mas no longo prazo nos deteriora, adoece o nosso corpo e corrompe a nossa alma.

Se não respeitamos nós mesmos e nos violentamos fazendo o que não gostamos, imagine o que não iremos fazer com as pessoas que entram em contato com o nosso trabalho.

Quando você trabalha naquilo que odeia, acaba se tornando uma engrenagem no lugar errado que atrapalha a vida das pessoas, que torna o mundo onde vivemos um pouco pior a cada dia.

Eu tenho certeza que ninguém nasceu com o desejo de ser uma engrenagem que atrapalha a vida dos outros.

O marceneiro

Recentemente estava conversando com uma pessoa que contratou um marceneiro para construir móveis para a sua casa. Esse marceneiro é um pequeno empreendedor, dono da sua própria marcenaria.

Durante a instalação dos móveis o marceneiro parava o que estava fazendo apenas para contemplar a beleza da sua obra. Me falaram que era perceptível, no seu semblante, a satisfação de fazer um trabalho bem feito, o encantamento pela perfeição e beleza dos móveis que estava instalando com a ajuda de dois colaboradores.

No final da instalação, ele pediu autorização da dona do imóvel para tirar fotos. Disse para ela que: para o cliente aquilo era apenas um móvel de madeira, mas para ele cada móvel era como se fosse um filho. Ele gostava de guardar as fotos de cada um dos seus filhos (os móveis que produzia).

Um trabalho bem feito é como um filho. É algo que fecundamos, gestamos e trazemos para o mundo através da nossa mente e das nossas mãos. É um pedaço da nossa vida (tempo) que transformamos em algo. É nossa participação no trabalho da criação.

“Fala Moisés!”

Dizem que Michelangelo (famoso artista renascentista) teve delírios quando terminou de esculpir uma de suas obras-primas, a estátua de Moisés (figura logo abaixo). Ele ficou tão emocionado com a beleza da sua obra que começou a bater com o seu martelo na escultura enquanto gritava em italiano: “Perché non parli?” que significa: Por que você não fala?

Imagine se você pudesse considerar o seu trabalho uma verdadeira obra prima, ao ponto de se emocionar como Michelangelo.

Moisés é uma das principais obras do artista renascentista Michelangelo. Foi esculpida entre 1513 e 1515. Tem 2,35 metros de altura e está na Basílica de San Pietro in Vincoli, Roma.

Não tenho nenhuma dúvida que uma pessoa assim vive mais feliz e realizada do que o médico que apareceu na reportagem fazendo o menor esforço possível para ganhar o máximo possível no final do mês.

O médico da reportagem vive uma vida miserável. Ele se tornou um batedor de ponto. Mesmo tendo dinheiro no bolso para comprar todas as quinquilharias que precisará comprar para aliviar a frustração de fazer o que não gosta, ele está prejudicando as pessoas em troca de dinheiro.

Médico verdadeiro ou comerciante de medicina? Como você poderá ver no pequeno trecho desse filme aqui, existe uma enorme diferença. Quantas pessoas conhecemos que se limitam a ser comerciantes de suas profissões, que só querem recolher juros dos custos que tiveram para se formar?

Quem sabe o sonho do médico que apareceu na reportagem não fosse ter sido marceneiro ou um artista como Michelangelo?

Talvez tenha se iludido com a ideia de que seria melhor investir em uma profissão que remunera melhor, mesmo sem gostar do que faz. O resultado foi a construção de uma vida pequena, onde faz pouco, mal feito e ainda prejudica os demais.

O marceneiro que citei no artigo é muito bem remunerado, apesar de não ter um diploma na parede. Sua agenda é lotada de clientes. Se você já encomendou móveis planejados sabe quanto eles custam e como é raro encontrar bons marceneiros. Nos dias de hoje, uma pessoa como Michelangelo teria a internet para divulgar o seu trabalho artístico e não faltariam clientes.

O sucesso profissional e financeiro não depende do seu diploma. Depende do trabalho que você vai realizar com os seus conhecimentos para servir as pessoas (seus clientes ou os clientes do seu patrão).

O sucesso financeiro pode ser plenamente conciliado com o sucesso profissional na atividade que você realmente gosta de fazer.

Só que isso não vai cair do céu. É necessário fazer um bom planejamento para conduzir sua vida para essa realidade onde trabalho, dinheiro e amor em servir se encontram.

Espero que você possa olhar para o resultado do seu trabalho e, enlouquecido com a beleza da sua obra, possa gritar: “Perché non parli?”

Se você gostou desse artigo, recomendo a leitura do meu novo livro Resistência: a força que se opõe a você, (visite aqui e saiba como).

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Comentários

O grande problema do “faça o que você ama” é que estamos no Brasil, um país onde ficamos meses trabalhando só pra pagar impostos. Pagamos impostos, mas não temos retorno. Temos que pagar plano de saúde, temos que comprar um carro porque o transporte público não funciona, temos que pagar caro em uma casa que não vale 20% do valor. Ou seja, é muito caro viver no brasil, isso se você quiser viver com o mínimo de conforto. Então, fazer o que você ama pode não ser a melhor solução hoje.

É claro que, se você não ama o que faz, não precisa também ser omisso naquilo que faz. No serviço público, você pode estar lá somente pelo dinheiro, mas isso não significa que você não irá cumprir suas tarefas, nem que irá criamos meios de burlar o sistema, como no caso do médico citado no artigo.

Então o que fazer? É preciso encontrar um meio termo nisso tudo, e pensar um pouco mais com a razão. Vocẽ quer ser professor municipal? Tudo bem, mas esteja ciente que quase não terá o mínimo para sobreviver. Não estou falando em ficar rico, estou falando em ter o mínimo para que possa ter uma vida confortável.

Oi Daniel. Eu entendo tudo que você descreveu no início do comentário. Isso realmente é um problema, mas existe um problema maior ainda. Esse problema é o que iremos fazer com tudo isso que o Brasil nos oferece? Antigamente eu reclamava. Todo mês quando recebia o DAS (declaração anual simplificada) da contadora que calcula meus impostos eu reclamava do governo, políticos e Brasil. Quem tem empresa pequena sabe que a alíquota do imposto aumenta quando você fatura mais. Quanto mais eu faturava, maior a alíquota e uma fatia maior do meu faturamento acabava indo para os impostos. No lugar de ficar reclamando eu resolvi comemorar. Psicologicamente falando isso seria mais saudável e na prática, quanto mais impostos isso significava maior faturamento e negócios crescendo e melhorando. Passei a comemorar o aumento dos impostos. Cada dia que passa desejo pagar cada vez mais e mais impostos, pois isso significa sucesso nos resultados da empresa. Pode parecer bobagem, mas o impacto emocional interfere no seu dia de trabalho, interfere nas suas decisões de negócio. Remover o impulso de reclamar (piloto automático) faz uma enorme diferença. Existe um capítulo do curso Resistência onde eu falo sobre isso com mais detalhes.

Mas eu não estou reclamando de nada. Apenas levantando a questão que “faça o que vc ama” … é, as vezes, um perigo. É preciso dosar a emoção e a razão. Assim como eu disse, se a pessoa ama lecionar e vai dar aula para a rede municipal (apenas um exemplo), ela deverá estar ciente que não terá muita renda. E isso pode ser um fator que irá deixá-la frustada no futuro.

Daniel, a introdução e a conclusão do seu comentário anterior e deste segundo, me fazem pensar que você não entendeu a ideia com clareza. Você propôs que (“faça o que vc ama” … é, as vezes, um perigo.) e exemplificou (se a pessoa ama lecionar e vai dar aula para a rede municipal (apenas um exemplo), ela deverá estar ciente que não terá muita renda). Pense, se a pessoa optar por fazer o que ama, ela vai fazer o que ama, ela não vai estar preocupada com renda. Se ela ama lecionar ela buscar lecionar melhor, atualizar os métodos didáticos, inovar. As pessoa vão se encantar com o modo que ela leciona, cada vez mais a sociedade vai reconhece-la, ela pode vir a ser convidada para uma escola particular que pague bem, ela pode passar a ser uma referencia, palestrar, ensinar em um canal de youtube, e depois, SÓ DEPOIS, usando ideias de monetizar suas habilidades o dinheiro vai ser uma consequência. O Leandro é um grande exemplo de professor apaixonado, ele fala no texto que por muito tempo lecionou por amor, mas só recentemente o retorno financeiro se conciliou com a profissão. Agora, ele continua lecionando por amor, e o dinheiro é uma consequência.

Todos os homens que marcaram, que tiveram sucesso, que deixaram seu nome na historia, colocaram o “Fazer oque ama” na frente do dinheiro, colocaram a emoção na frete da razão, e tiveram sucesso, o dinheiro foi apenas um bônus, algo que para eles veio como conseqüência.

Bom de mais, acredito que a maioria está frustrada e sem saber o porque. Sempre pensei assim, logo busco aprender coisas novas, buscar novos desafios, pois uma vida estagnada pra mim significa infelicidade, busco sempre aprender e ensino para meu filho de 6 anos que ele precisa ser autodidata na vida.
Fiz e faço parte do curso Resistência e vi que to no caminho certo, mas são assuntos que não se pode conversar com todo mundo, nem todos estão preparados.

Oi Julio. Realmente a vida nada mais é do que movimento, luta diária por sua manutenção. Estagnação ou inanição é morte. Parabéns por sua dedicação! Esse é o caminho.

Leandro, bom dia!

Artigo maravilhoso!! me emociona a maneira com que falou de Michelangelo, e sinto que com amor ao que fazemos tudo se torna bem melhor. Me sinto envergonhado com o caso dos médicos que ocorreu em Sorocaba, cidade tão próxima de onde moro e que nos causa uma vergonha dessas, vejo que as questões éticas e morais estão ficando cada vez mais escassos, me entristece isso. mesmo assim acredito num mundo um dia melhor e com muito mais amor.

Olá Luiz. Sabemos que isso acontece em outras cidades e afeta outras profissões no sistema público e privado. Talvez o médico da reportagem esteja no lugar errado, apenas pelo dinheiro e pelo prestígio de ter se formado em medicina. Quando falta valores morais, quando a pessoa não se importa com os danos que pode gerar na sociedade, o problema fica ainda mais grave, pois todos perdem.

Leandro, sou suspeito para falar do seu trabalho.
Sou assinante de suas newsletters e tenho seus livros ( hoje comprei mais um, o de imóveis ).
Além de você ser um excelente profissional tecnicamente, é nítido que escreve seus artigos com amor pelo que faz.
No livro “Os segredos da mente milionária”, Herv ensina que devemos abençoar o trabalho de quem admiramos.
Sendo assim :
Que Deus te abençoe e te dê cada dia mais sucesso !!!

Obrigado Michel. Esse modo de pensar do T. Harv Eker é muito interessante e pelo que venho estudando é bem antigo na cultura dos EUA. Existem livros de autores do século retrasado que falam sobre essa mentalidade como sendo a base para o nosso sucesso profissional e financeiro. Mentalmente devemos abençoar, agradecer, pelo trabalho das pessoas que de certa forma nos ajudam. Vou dar um exemplo… abençoado seja Bill Gates e a sua fortuna que o faz ser o homem mais rico do mundo nesse momento. Passei minha vida toda utilizando sistema operacional Windows e ferramentas do Office como Word e Excel. No lugar de reclamar da fortuna dele, abençoou o trabalho dele todos os anos quando tenho que renovar o pacote do Office 365. Isso melhora muito a maneira como encaramos o mundo.

Muito bom o artigo Leandro!

Obrigado por compartilhar mais uma reflexão.

Já fiz o curso contra a nossa “Resistência”, a resistência dos outros e digo a todos e todas que leem agora e que estão em dúvida, que é um investimento muito válido, se estão dispostos a saírem da zona de conforto e aceitarem a realidade, recomendo fortemente que façam o curso! VALE MUITO A PENA, se conseguirem mudar 10% para melhor, o valor pago será meramente simbólico.

E continue esse trabalho fantástico Leandro!

Um grande e forte abraço!

Ótimo texto, Leandro.
Agradeço pela sua iniciativa de continuar os temas abordados no Transcendencia Financeira nesse novo site. Enxergo esses seus textos como complementos ao seu curso Resistência, que me fez enxergar a importância de se buscar uma vida equilibrada e não somente focar na busca da independência financeira.

Olá Bruno. Como vimos no curso, a independência financeira é apenas uma das muitas independências. Ela tem sua importância, mas está longe de ser a mais importante. Dependemos e nos prendemos a coisas que nem imaginamos, mas que também exige a busca de independência. Obrigado pelo comentário.

Muito bom, Leandro!
Nada como ler um texto seu como esse para dar uma sacudida na poeira que às vezes se acumula nas nossas mentes.
Que você continue inspirando as pessoas a se tornarem uma versão melhor delas mesmas.

Mariana

Ótimo artigo, Leandro!
Estava em dúvida se comprava teu curso, dado que já estou fazendo alguns outros neste exato momento, e não sei se teria tempo para fazer todos.Decidi que vale a pena assinar, quanto mais coisa para fazer, mais a gente encontra tempo para fazer mais, incrível como isso acontece.

Como diria Fernando Pessoa: “Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena” .

Um abraço e sucesso para você.

Seja bem-vindo Felipe. O curso vai te ajudar muito no seu desempenho nos demais cursos. É um curso leve, mas de reflexões pesadas. Tenho certeza que valerá a pena. Fernando Pessoa foi uma pessoa genial que perdeu a guerra contra seus próprios vícios. Morreu prematuramente, com apenas 47, anos, vítima de problema no fígado, supostamente provocado por cirrose hepática. Consumo excessivo de álcool durante toda sua vida. Muitos perdem a vida se envolvendo nesses excessos e distrações que nos desviam dos nossos objetivos, sonhos e sucesso. A última coisa que ele escreveu foi “Eu não sei o que o amanhã trará”. Na verdade ele sabia, pois apesar do sucesso, o amanhã dele foi construído, um copo depois do outro.

Olá Leandro, artigo muito bom…

Nós que decidimos o que queremos no presente e futuro,
tudo passa pelas nossas mãos, oportunidades, fracassos,
dúvidas enfim, todos os das nossas vidas temos que moldar
as nossas escolhas para que nós venhamos a sofrer o mínimo possível.

Sempre escuto pessoas reclamarem dos nossos governantes, enfim da má gestão pública.
Ao ouvir as reclamações fico imaginando, em vez de reclamar, porque não tentar mudar a situação?

A oportunidade de mudanças está nas nossas mãos. A principal mudança está no nosso interior.

A cada reclamação que fazemos do mundo, é um minuto a menos que temos para fazer algo diferente.

As pessoas só serão altamente realizadas, a partir do momento que decidirem mudar a maneira de pensar.
Por exemplo: Ganhar pouco é uma consequência das atitudes que a pessoa está desenvolvendo, não é
porque a pessoa ganha pouco, que ela vai fazer um serviço mal feito ou fazer menos do que foi solicitado.

O sucesso é a construção gradativamente das ações que exercemos no dia a dia. Não existe segredo para o sucesso.

Muito legal o seu arquivo.

Obrigado pelo comentário Tiago. Penso da mesma forma. No meu primeiro trabalho, quando era jovem, o meu salário era o menor da empresa. Só precisava trabalhar meio período, mas trabalhava pela manhã, tarde e noite. Era o primeiro e chegar e o último a sair. Logo a diferença entre o que eu ganhava e o que eu entregava de resultados foi corrigida. Logo a experiências que eu acumulei em apenas 1 ano de trabalho gerou resultados que impactaram minha vida. O que temos hoje no Brasil são pessoas fazendo o menor esforço possível no trabalho para não serem demitidas e patrões pagando o mínimo possível para o funcionário não pedir demissão. Isso é o retrato da miséria da sociedade.

Olá Erick. Espero que um dia você possa sentir o que é trabalhar fazendo aquilo que se ama fazer, e que um dia o posto de trabalho que você ocupa possa ser ocupado por alguém que é feliz fazendo o que faz.

Credo senhor Leandro Ávila. Querendo que uma pessoa que o senhor nem conhece se ferre e perca o emprego dela para justificar essa filosofiazinha de vida barata (e babaca)? Muito bem intencionado o senhor e muito bem intencionada essa sua filosofia de vida. E é sempre bom lembrar para que lugar leva o caminho que é pavimentado por elas. Essa filosofia muitíssimo bem intencionada é mais uma a pavimentar tal caminho.

Queria saber o que há de tão ruim em se trabalhar por dinheiro, pois parece que é um crime dizer uma coisa dessas (os motivos do texto não me convenceram nem um pouco)? Se a pessoa faz o trabalho dela direito, corretamente, sem cometer qualquer tipo de ilegalidade e de maneira satisfatória, eu estou pouco me lixando se ela está trabalhando por dinheiro ou “por amor”.

Oi Luís. Eu imagino que essa questão produza em você muito incômodo, muito sofrimento, ao ponto de você atacar o que escrevi de forma grosseira, cheia de raiva e de insultos. Eu não escrevi o artigo questionando a sua vida pessoal, pois eu não conheço a sua vida pessoal. Eu não disse que você está cometendo um crime por trabalhar só dinheiro. Eu mesmo já trabalhei em atividades que não eram as minhas preferidas e nem por isso deixei de fazer o trabalho que devia ser feito, mas como alguém que hoje não precisa mais trabalhar por dinheiro eu posso dizer que é maravilhoso. Existe uma enorme diferença entre as duas condições. Eu espero que um dia você possa atingir esse estágio na sua vida profissional. Enquanto isso, encare essa sua agressividade gratuita, diante de um texto que você mesmo despreza, como um sinal de que existe alguma coisa errada e essa coisa errada não está dentro do texto, talvez esteja dentro de você.

Que artigo matador Leandro. Fui seu aluno no curso RESISTÊNCIA, curso que revolucionou a minha forma de pensar. Estou investindo bastante na minha pessoa com novos conhecimentos para poder chegar num ponto satisfatório, aliás, na verdade é continuar essa busca sempre, deixando de lado a zona de conforto, buscando sempre ser uma pessoa melhor. Muito Obrigado

Ótimo texto, isso me fez lembrar de quando eu era adolescente e as pessoas viam meus desenhos, achavam legal e tal mas sempre completavam, pena que isso não dá dinheiro. Infelizmente quando a gente é criança somos condicionados a pensar de uma forma que depois acaba refletindo de forma negativa. Hoje não trabalho com desenhos livres mas sou designer de interiores e trabalho com ambientes 3D, que de certa forma também é desenhar. E gosto muito do que faço! mesmo longe de ganhar muito bem.

Oi Gabriela. Parabéns Gabriela! O seu trabalho tem relação com o desenho e nada impede você de, no seu tempo livre, desenvolver projetos relacionados com desenhos livres, mesmo que inicialmente seja apenas um hobby. Muitas vezes é através das nossas atividades profissionais que construímos as bases para que um dia possamos aplicar um plano B, que no seu caso poderia ser trabalhar no futuro com alguma outra atividade relacionada ao desenho.

Olá Leandro..

Sou Componente do Clube a muito tempo….

Temas Interessantes que causam polêmicas e divergências de opiniões me dão prazer de ler e refletir.

A nossa mente tem uma capacidade (poder) incrível de nos sabotar… Ao ponto de sentirmos medo de buscar a plena felicidade em todas as esferas da Vida.

Eu respeito a reflexão do Daniel, Jordan e a do Erick, Mas acredito que com muita coragem e resistência para adiar as recompensas imediatas do Trabalho bem remunerado se pode alcança o sucesso profissional fazendo o que se gosta x realização financeira.

Olá Filipe. Não faltam exemplos de que isso é possível. Eu mesmo conquistei muito através essa mentalidade e será isso, e muito mais, que irei compartilhar aqui nesse novo site. Aos poucos, e de forma natural, as pessoas que não aceitam essa possibilidade, que não gostam da ideia de autorresponsabilidade, autodesenvolvimento e crescimento pessoal irão acabar se afastando do conteúdo.

Leandro,

Maravilhoso post, principalmente no início do ano, quando as pessoas estão mais propensas à esse tipo de reflexão.

“Trabalhar naquilo que não gostamos é uma violência contra nós mesmos.”
Você disse tudo…

Acredito que sejam poucos os que entrem no serviço público pensando em servir, vemos isso todos os dias.
A grande maioria está interessada na remuneração e estabilidade. Mas também acredito que o problema seja mais complexo, pois no Brasil as oportunidades de ganhar salários melhores na iniciativa privada são menores na maior parte dos casos. Além disso, fatores como desemprego, falta de perspectivas positivas em relação ao futuro do país, entre outros, levam muitos a escolher os concursos públicos.

Abraços,

Na iniciativa privada não é muito diferente. Como falei, as pessoas fazem o mínimo esforço possível para não serem demitidas e os proprietários das empresas pagam o mínimo possível por esse mínimo esforço para que as pessoas não mudem de emprego. Todos fazendo o mínimo possível resulta em um país pobre, repleto de pessoas que fazem pouco diante de todo potencial que possuem.

Oi Leandro! Amor naquilo que fez é fundamental exemplo meu maior é a ex-ginasta romena, Nádia Elena Comãneci, foi a primeira ginasta e única a receber uma nota dez desempenho perfeito em um evento olímpico de ginástica artística. Esse feito que ela conseguiu acredito que foi possível somente porque a ginástica ela amor da vida dela e eu busco a semelhança na minha profissão.
Como educador vejo que você está fazendo mesmo feito que Nádia fez na ginástica artística nota 10. Meus parabéns!

Obrigado Renato. O mundo seria diferente se as pessoas buscassem o melhoramento diário, dentro de casa e nas suas profissões, no lugar das reclamações diárias que só retardam nossas ações para melhorar.

Trabalhos simples e braçais devem ser vistos como escadas, opção para se manter enquanto não de desenvolve para atividades mais complexas, que agregam mais valor às pessoas/produtos e portanto recebem melhor remuneração.

Cabe a cada um enfrentar as dificuldades para sair desse nível, sacrificando-se para alcançar um nível de vida agradável compatível com atividade econômica que não seja um fardo, que traga sentido para sua existência.

Você precisa eleger uma coisa para dar sentido a sua vida, o Leandro apregoa que contribuir legitimamente para a comunidade em que você vive com um bom trabalho é algo que vai te dar sensação de orgulho/compensação/admiração/sentido de viver, mas você pode eleger qualquer outra coisa também: cabe a você arcar com as consequências das suas escolhas, principalmente se causarem danos a terceiros.

Leandro, artigo sensacional.

Quem faz o que gosta não trabalha, se diverte.
Alias, a palavra trabalho é horrenda. Veja a etimologia obtida no próprio Google:

A palavra trabalho deriva do latim tripalium ou tripalus, uma ferramenta de três pernas que imobilizava cavalos e bois para serem ferrados. Curiosamente era também o nome de um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare cujo primeiro significado era “torturar”.

Olá Carlos. O pior é que muitos encaram o trabalho como uma tortura, se acostumam com essa tortura, as vezes até gostam de dizer que são sofredores por se sentirem sentem pessoas melhores quando percebem que os outros percebem sofrimento no que fazem. É um estilo de vida lamentável, pois muito se apegam a ele.

Ótimo texto Leandro! Obrigado por compartilhar esse tipo de informação. Agora, estou refletindo sobre o que faz a gente amar alguma coisa. Você acha que as pessoas já nascem com certas afinidades e aversões? Acha que a criação dos pais, durante a infância, que faz com que a pessoa tende mais para uma área? Acha que isso pode ser alterado durante o decorrer da vida? E caso seja possível mudar, não seria mais fácil amar o que a pessoa já faz do que ter que mudar toda a vida? Obrigado!

Olá Pedro. Não nascemos com nada. Podemos nascer com determinadas inclinações genéticas, mas isso não significa uma condenação, embora possa parecer confortável crer que nascemos condenados a alguma coisa. Mesmo a criação que recebemos dos nossos pais não significa uma condenação a qualquer coisa, embora também seja confortável atribuir nossas limitações a isso. Uma coisa que nos difere de todos os seres vivos é essa capacidade de ir na contramão das nossas tendências genéticas, ir na contramão da criação que recebemos dos nossos pais, da interferência da sociedade e até de eventos concretos que nos atrapalham. Amar o que você já faz é a opção mais inteligente, já que estamos fazendo mesmo, melhor que seja feito com amor ou pelo menos respeito aos outros e em respeita a nós mesmos. Nada pior para alguém do que ser reconhecido por todos pelo péssimo trabalho que faz, pela péssima contribuição que deixa, por atrapalhar e tornar a vida dos outros um pouco pior por aquilo que faz diariamente. As vezes a pessoa faz algo péssimo e ainda culpa sua genética, sua educação, seu contexto social, para não assumir a culpa sozinho.

É isso aí Leandro, muito bom texto e reflexões. Deixe eu colocar uma pimentinha” nas discussões.
Você já deve ter ouvido alguém fala que podemos fazer duas coisas: uma é amar o que fazemos
e a outra é aprender a amar o que se faz (para não ter uma vida tão frustrante). Você acha que
pensar da segunda maneira é o mesmo que se acomodar? As vezes fazendo algo que você aprende
a gostar não é o caminho para chegar na felicidade, já que pode ser algo que não era de seu conhecimento.
Por exemplo: Estudar. Para muitos era penoso e com o tempo é valioso! Parabéns pelo excelente trabalho.

Olá Roberto. Estudar é um fardo quando o propósito não é aprender algo útil, mas sim pontuar em uma prova que vai te fornecer um diploma. Será que as pessoas entendem o propósito e a utilidade do que estão estudando? Tudo se transforma em fardo se não existe um propósito, uma utilidade clara na sua cabeça. Uma vez perguntaram, sobre o que achavam de trabalhar no feriado, para dois garis que varriam o Sambódromo da Marquês de Sapucaí logo depois da passagem de uma escola de samba. Um respondeu triste que estava ali por necessidade, que não gostava de trabalhar naquilo, muito menos em dia de feriado. O outro respondeu que estava feliz, pois estava fazendo a parte dele para tornar a festa mais bonita para o público e mais segura e limpa para quem estava desfilando. Certamente nenhum dos dois sonhou quando criança em ser varredor de ruas ou gari. Provavelmente os dois gostariam de ter uma outra profissão. Os dois gostariam de passar o feriado com a família. Só que um deles consegue entender o o propósito, o sentido, o valor do trabalho que tem a responsabilidade de fazer. Isso resulta em um trabalho de melhor qualidade, resulta em mais satisfação com a vida e com o trabalho. Uma pessoa com o segundo gari teria melhores condições para buscar outras oportunidades.

Desculpe fazer o papel de advogado do diabo, Leandro (pois entendi perfeitamente a essência do texto e concordo em género, número e grau)… Mas se depois disso tudo, vc diz nesse último comentário que “amar o que você já faz é a opção mais inteligente” qual o pq das outras sugestões citadas como, por exemplo, “escolher outro emprego” ou frases afins? Abraços e parabéns pelo excelente trabalho!

Certa vez vi uma reportagem onde entrevistavam as pessoas que trabalhavam durante a madrugada em Nova Iorque. Um homem saiu de um buraco no meio da rua para falar com o repórter que perguntava o que achava de trabalhar na madrugada enquanto a cidade dormia. O homem disse (não exatamente com essas palavras) que sem dúvida gostaria de estar na cama dele, do lado da esposa dele e dos filhos, mas que se orgulhava do trabalho que fazia. Ele fazia a manutenção dos cabos de energia no subsolo das ruas. Graças a esse trabalho Nova Iorque funcionaria perfeitamente no dia seguinte, sem saber que ele existia, sem saber do importante trabalho que era feito nos bastidores. Quando lembravam do trabalho dele (falta de luz) era sinal de que o trabalho não foi bem feito. Certamente o sonho desse homem não seja trabalhar dentro de um buraco frio e úmido todas as noites da vida dele. Provavelmente ele ama fazer outras coisas, mas isso não faz ele deixar de se sentir feliz fazendo o que precisa ser feito, pois encontrou um sentido maior para o seu trabalho que é contribuir com os outros. Isso também não o impede de mudar de profissão no futuro, talvez quando sua vida financeira estiver mais estável. Ou você encontra um sentido para o que faz, ou você muda para algo que faz sentido.

Respondeu o que eu esperava de ti! Estudo filosofia prática numa rede de cultura, voluntariado (e filosofia) reconhecida mundialmente. Lá venho aprendendo bastante coisa que já vinha aprendendo (indiretamente) aqui. Não demorei pra perceber que vc tb é um amante da sabedoria. Como diria Kant, a liberdade está em fazer aquilo em que somos úteis! E enxergo os vários outros empregos (úteis) que temos que passar ao longo da vida, até alcançar o emprego dos nossos sonhos, como importantes degraus da própria felicidade. Obrigado pelo espaço de troca e reflexões, Leandro! Sigo sendo seu grande admirador!

Abençoado é o seu trabalho que me deixou de queixo caído. Como você consegue fazer a pessoa pensar com situações que ocorrem no nosso dia dia? Verdade que acontece muitas coisas erradas como a do médico que ganha mais de 20 mil reais e praticamente tem uma vida infeliz. As pessoas dizem que dinheiro não é tudo. Parando para pensar novamente, percebo o quanto é falta de educação por parte de alguém ou pessoa que não tem o conhecimento de como o mundo funciona e como é importante fazer as coisas por amor. Dinheiro é consequência de uma coisa ou qualidade que a pessoa tem. Obrigado por ter feito eu pensar… E pensar… Agora falta eu fazer a parte mais difícil que eu considero na minha vida que é colocar tudo em prática…

Olá Tiago. Adotamos uma vida mecanizada. Repetimos as coisas que os outros fazem, repetimos as coisas que os outros falam, colocar na prática significa pensar por conta própria antes de fazer. Significa fazer com consciência, questionar o que você faz e refletir se é a melhor coisa a fazer.

Hoje assisti um filme que me fez voltar aqui e postar esse comentário. O nome do filme é A Bailarina 2017. Nele conta uma história de uma orfã que o sonho dela era se tornar uma bailarina. Eu lembrei muito bem da diferença que é uma pessoa trabalhar por amor, com o que gosta e uma que faz uma atividade por obrigação. A pergunta que ela fazia sempre e que a resposta era muito importante do que a atividade era: Por que você dança? Resposta: “Porque sempre fez parte da minha vida. A dança permite viver. Me permite ser eu mesma”. Todos nós podemos não importa qual área, e não importa o que elas quisessem ser ou que atividade fariam, deviam se perguntar: Por quê?

Esta reflexão é muito profunda e foi muito bem abordado.
Se sentir útil para alguém é algo que talvez não seja tão cativado em nossa sociedade. O servir foi substituído por apenas ser servido.
Se entendemos o verdadeiro sentido de servir bem aos outros, creio que naturalmente a felicidade chega através do reconhecimento daqueles que foram servidos.
O marceneiro mostra isso. O Dr. Bezerra de Menezes mostra que nosso ofício em servir deve estar acima dos ganhos e naturalmente os ganhos materiais também virão mais cedo ou mais tarde.
Abraços!

Apenas para enriquecer o debate. Tenho um amigo que foi, com dezessete anos de idade para os EUA com uma mão na frente e outra atras. Não falava nada de inglês. Ele foi tudo: jardineiro, garçom, camareiro, lavou louça. É engraçado porque hoje ele sabe fazer um pouco de tudo! Só que, diferente dos outros brasileiros que só pensava em gastar o pouco que ganhavam, ele ganhava $500,00 e gastava $400,00 nos estudos para dominar a língua inglesa o mais rápido possível. Enquanto os 3 colegas com quem ele dividia um minúsculo quarto iam para farra, e ele ia dormir para acordar cedo, trabalhar e estudar. Ele passou num concurso pro governo americano, mas saiu de lá para montar uma empresa. Recentemente a vendeu por alguns milhões de dólares. Pensa que ele parou? Não, ele acaba de montar outra empresa, disse que é muito novo pra viver de renda. Mas muita gente diz que ele deu muita sorte!

Incrível! Me emocionei e senti assim como a música, que é o amor de minha vida, a profundidade de sua mensagem. Parabéns pelo belíssimo trabalho! Abraços !

Eu cheguei a seguinte conclusão: Por amor ou por dinheiro somos supridores de necessidades uns dos outros. Quando seu sento na mesa para tomar café com um pouco de leite, me vem a mente a seguinte cena: Seu joão trabalhador rual levantando as 4 horas da manhã para tirar leite, e seu José as 7 horas para trabalhar o dia inteiro catando café debaixo de sol quente. Todo sacrifício que eles fizeram foi para que eu tivesse a oportunidade de sentar na mesa pegar leite e tomar café. Pegar leite na geladeira e pegar o pó no armário é fácil, mas alguém pagou um preço por isto. De qualquer forma estamos abençoando uns aos outros com nosso trabalho.E eu incluo todos os serviços e trabalhos desde o lixeiro até o grande empresário. Mas se tratando de ganhar mais dinheiro ou ser um grande líder, cada um precisa descobrir sua missão, seu talento e sua habilidades e pagar o preço. O maior erro das pessoas é que elas estão sonhando o sonho de outras pessoas em vez de sonharem seu próprio sonho.

Leandro parabéns pelo seu trabalho ! E que Deus sempre te abençoe ! Sou sua fã , leio todos seus artigos e a cada dia me torno uma pessoa melhor !!
Muitas das vezes compartilho dos mesmos pensamentos seus porém não sei me expressar e quando leio seus artigos me veêm uma luz ! Obrigado !

Artigo maravilhoso!
O amor pelo que fazemos precisa vir primeiro, e isso não depende do outro e sim do meu caráter e ética.
Fazer o melhor com o que tenho .
Parabéns

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