Trabalhar por dinheiro ou por amor?

2018-08-03T16:29:25+00:00

O que mais motiva você no seu trabalho? É o dinheiro que você ganha no final do mês? É o prazer de fazer bem feito aquilo que você ama fazer?

Você sente orgulho do trabalho que realiza?

Quais atividades você só faz por receber uma remuneração? Quais deixaria de fazer se não fosse mais pago por elas? Se não precisasse mais de dinheiro para viver, quais atividades profissionais você faria apenas por gostar de ser útil na vida das pessoas?

Imagine como seria poder fazer aquilo que você ama fazer e ao mesmo tempo ser bem remunerado por isso.

Hoje eu trabalho por amor ao que faço e consigo ser remunerado por isso. Foi um sonho realizado, mas nem sempre foi assim.

Sei que é difícil construir as condições que permitem conciliar o trabalho, dinheiro e amor por uma atividade profissional.

Não é uma coisa que você irá conquistar do dia para a noite. Atingir essa conciliação dependerá de diversas decisões acertadas que você deverá fazer durante uma vida inteira. Muitas formas de resistência terão de ser superadas. Além das suas próprias resistências internas, ainda terá de enfrentar a resistência de pessoas próximas.

Para poder viver daquilo que escrevo, dos estudos que faço e compartilho na internet através dos meus sites, livros e cursos, tive que trilhar um longo caminho com paciência e persistência. Tive que preparar a base para a transição entre o trabalho por dinheiro e o trabalho pelo amor. Superei as opiniões de pessoas que gostariam de fazer o mesmo, mas que sentem medo. Superei meus próprios medos, modifiquei meus hábitos e adquiri os conhecimentos necessários para essa mudança.

O esforço compensa em todos os sentidos, incluindo no financeiro. É justamente quando tiramos o foco do trabalho pelo dinheiro, que o dinheiro mais aparece na nossa vida. Entender esse mecanismo é simples.

Quando trabalhamos naquilo que gostamos, tendemos a nos aperfeiçoar, caprichar e melhorar a cada dia. Os seus clientes, chefes e o mercado inteiro conseguem perceber que você faz o que faz por amor ao que faz.

Esse amor fica impresso no seu trabalho. Um trabalho bem feito é valorizado e desejado por todos. Gostamos de nos aproximar e de contratar pessoas que amam o que fazem. Aceitamos pagar mais por trabalhos feitos pelo amor e não apenas pelo dinheiro.

O dinheiro aparece como uma consequência quando ele não é a prioridade das suas ações.

Atingir o seu equilíbrio financeiro ou até uma maior independência financeira, ajuda muito nesse processo de transição. Por isso é importante investir na sua educação financeira. É ela que vai proporcionar uma vida financeiramente tranquila que possa servir de base para grandes mudanças profissionais e de vida.

Depois disso, basta assumir o controle da sua própria vida. É uma tarefa difícil. Fazer o que você quer e não o que os outros esperam que você faça, significa desafiar a resistência dos outros. Significa buscar mais sabedoria e desenvolver valores e virtudes que permitam superar aquela força interior que cria as barreiras internas para as grandes mudanças que queremos realizar.

Muitos dos meus leitores descrevem o desejo de mudança profissional. Alguns atingiram um maior nível de estabilidade financeira e agora querem partir para uma vida profissional mais gratificante e bem remunerada.

Eu acredito que a nossa felicidade dependa dessa conciliação entre trabalho, dinheiro e amor pelo que fazemos.

Trabalho com amor e sem amor

Acredito que muitos problemas vividos por nossa sociedade, que afetam todos nós, tenham uma forte relação com uma vida dedicada ao trabalho sem amor, apenas pelo dinheiro. Muitos desequilíbrios pessoais e sociais se originam desse estilo de vida deficiente.

Você sabe o que é trabalho com amor e trabalho sem amor? É fácil entender.

O trabalho com amor é aquele baseado na seguinte pergunta:
“Como posso fazer o meu melhor esforço para servir as pessoas?”.

O trabalho sem amor é aquele baseado na pergunta:
“Como posso fazer o meu menor esforço para ser servido pelas pessoas?”

Por exemplo, um empresário que trabalha com amor pelo que faz está sempre buscado novas formas de entregar o maior valor possível para os seus clientes, mesmo com todas as dificuldades que enfrenta.

Já o empresário que trabalha sem amor pelo que faz está sempre buscando formas de tirar o maior valor possível dos clientes. É a diferença entre fazer o melhor esforço pelo que você ganha ou o menor esforço pelo que ganha. Os clientes percebem a diferença. O sucesso nos negócios muitas vezes depende disso.

Não existe nada mais desmotivador, estressante e degradante do que trabalhar em uma atividade que não gostamos apenas pelo dinheiro que ela proporciona.

Isso pode até funcionar no curto ou no médio prazo, mas manter esse estilo de vida para sempre tende a ser insuportável para a maioria das pessoas. A saúde mental e física acaba se degradando quando nossa vida se resume a assumir o papel de uma máquina de fazer dinheiro e pagar contas.

O ser humano é muito grande para viver de maneira tão pequena.

Não é natural, apesar de ser comum, sofrer durante os cinco dias úteis da semana esperando a vida que só poderá ser vivida no fim de semana.

Não faz parte da nossa natureza ir para o trabalho na segunda-feira como se estivéssemos indo para a masmorra para realizar trabalhos forçados até a abertura da cela no fim de semana. Se isso é a sua vida, isso é um problema. Esse problema vai acabar com você caso você não acabe com ele primeiro.

Só não podemos afirmar que isso é uma escravidão, por esse estilo de vida ser o resultado de escolhas que você fez.  A pior escravidão é aquela onde o escravo não percebe que está escravizado.

Diante disso, é fácil compreender a origem das frustrações, desmotivação, ansiedade e tristeza com a nossa própria vida pessoal e profissional. É natural ter resultados financeiros ruins ou exagerar no “consumismo sem propósito” quando vivemos frustrados em busca de “brinquedos” que funcionem como prêmios de consolação ou anestesia para uma a vida profissional frustrante que mantemos.

Nada mais desmotivador do que uma vida mecânica que passa como se fosse um eterno loop (um eterno retorno) onde um novo dia parece ser a cópia do dia anterior.

Gaiola aberta

Imagine se você fosse um pássaro que nasceu em cativeiro e nunca soube o que é voar. Você vive na sua gaiola sem desejar sair, sem desejar voar, pois você não pode desejar algo que não sabe que existe. Mesmo se a porta da gaiola fosse aberta, você sentiria medo de sair, medo da altura, medo do novo, do desconhecido e até medo das suas asas não funcionarem.

O problema é que mesmo tendo tudo dentro da sua gaiola, alguma coisa dentro de você o deixa triste, frustrado e ansioso por algo que não entende o que é.

Você não entende a origem da tristeza. Aparentemente você tem tudo. Tem comida, água e tudo que precisa dentro da sua gaiola. O seu dono compra pequenos brinquedos para decorar sua gaiola, você se anima por um tempo com a novidade e logo retorna para o sentimento de que está faltando alguma coisa.

A natureza equipou os pássaros para voar e algo dentro da natureza do pássaro diz que ele só será completo se fizer aquilo para o qual nasceu para fazer.

A vida das pessoas não é muito diferente desse exemplo do pássaro na gaiola. As vezes esquecemos desse detalhe, mas assim como os pássaros, nós também somos parte da natureza e nascemos equipados para fazer uso daquilo que nos diferencia de todos os outros seres.

O que diferencia o pássaro dos outros seres é a capacidade de voar. O que diferencia os homens e mulheres dos outros seres é a capacidade de usar a razão para escolher qual papel iremos assumir na vida, diante da sociedade e da humanidade.

Existem pessoas que nascem com o sonho de ensinar, construir, curar, inventar, reformar, pesquisar, descobrir, navegar, transformar, organizar, liderar, julgar, defender, salvar, plantar, gerenciar, etc. Para cada verbo temos inúmeras profissões ou maneiras de servir a sociedade.

Cada pessoa que nasce é uma pequena engrenagem que faltava para aperfeiçoar e perpetuar a humanidade através de algum trabalho valoroso que possa fazer.

Quando você está no lugar errado, fazendo o que não gosta, se torna a engrenagem errada no lugar errado que atrapalha o funcionamento de toda a máquina.

O médico e a engrenagem

Veja o caso desse servidor público que apareceu nessa reportagem aqui.

Existem pessoas que entram no serviço público para realizar o sonho de servirem a sociedade através da profissão que amam exercer. Também existem pessoas que entram no serviço público buscando apenas dinheiro, estabilidade, poder e vantagens. Servir as pessoas, o país e a profissão fica em segundo plano.

Essas pessoas que entram no serviço público pensando apenas no dinheiro são como a engrenagem no lugar errado. São elas que fazem a máquina pública não funcionar como a sociedade espera.

Para piorar a situação, uma engrenagem ruim prejudica o funcionamento das engrenagens boas. Quando a engrenagem ruim não é substituída, todo o sistema se nivela por baixo e se deteriora. No fim, todo o serviço público acaba sendo malvisto pela população.

A melhor coisa que um servidor público infeliz com o seu trabalho pode fazer é deixar o serviço público. A melhor coisa que um profissional liberal infeliz pode fazer é mudar de profissão. O mesmo vale para quem está na iniciativa privada, caso não seja demitido antes.

Trabalhar naquilo que não gostamos é uma violência contra nós mesmos. No curto prazo é suportável, mas no longo prazo nos deteriora, adoece o nosso corpo e corrompe a nossa alma.

Se não respeitamos nós mesmos e nos violentamos fazendo o que não gostamos, imagine o que não iremos fazer com as pessoas que entram em contato com o nosso trabalho.

Quando você trabalha naquilo que odeia, acaba se tornando uma engrenagem no lugar errado que atrapalha a vida das pessoas, que torna o mundo onde vivemos um pouco pior a cada dia.

Eu tenho certeza que ninguém nasceu com o desejo de ser uma engrenagem que atrapalha a vida dos outros.

O marceneiro

Recentemente estava conversando com uma pessoa que contratou um marceneiro para construir móveis para a sua casa. Esse marceneiro é um pequeno empreendedor, dono da sua própria marcenaria.

Durante a instalação dos móveis o marceneiro parava o que estava fazendo apenas para contemplar a beleza da sua obra. Me falaram que era perceptível, no seu semblante, a satisfação de fazer um trabalho bem feito, o encantamento pela perfeição e beleza dos móveis que estava instalando com a ajuda de dois colaboradores.

No final da instalação, ele pediu autorização da dona do imóvel para tirar fotos. Disse para ela que: para o cliente aquilo era apenas um móvel de madeira, mas para ele cada móvel era como se fosse um filho. Ele gostava de guardar as fotos de cada um dos seus filhos (os móveis que produzia).

Um trabalho bem feito é como um filho. É algo que fecundamos, gestamos e trazemos para o mundo através da nossa mente e das nossas mãos. É um pedaço da nossa vida (tempo) que transformamos em algo. É nossa participação no trabalho da criação.

“Fala Moisés!”

Dizem que Michelangelo (famoso artista renascentista) teve delírios quando terminou de esculpir uma de suas obras-primas, a estátua de Moisés (figura logo abaixo). Ele ficou tão emocionado com a beleza da sua obra que começou a bater com o seu martelo na escultura enquanto gritava em italiano: “Perché non parli?” que significa: Por que você não fala?

Imagine se você pudesse considerar o seu trabalho uma verdadeira obra prima, ao ponto de se emocionar como Michelangelo.

Moisés é uma das principais obras do artista renascentista Michelangelo. Foi esculpida entre 1513 e 1515. Tem 2,35 metros de altura e está na Basílica de San Pietro in Vincoli, Roma.

Não tenho nenhuma dúvida que uma pessoa assim vive mais feliz e realizada do que o médico que apareceu na reportagem fazendo o menor esforço possível para ganhar o máximo possível no final do mês.

O médico da reportagem vive uma vida miserável. Ele se tornou um batedor de ponto. Mesmo tendo dinheiro no bolso para comprar todas as quinquilharias que precisará comprar para aliviar a frustração de fazer o que não gosta, ele está prejudicando as pessoas em troca de dinheiro.

Médico verdadeiro ou comerciante de medicina? Como você poderá ver no pequeno trecho desse filme aqui, existe uma enorme diferença. Quantas pessoas conhecemos que se limitam a ser comerciantes de suas profissões, que só querem recolher juros dos custos que tiveram para se formar?

Quem sabe o sonho do médico que apareceu na reportagem não fosse ter sido marceneiro ou um artista como Michelangelo?

Talvez tenha se iludido com a ideia de que seria melhor investir em uma profissão que remunera melhor, mesmo sem gostar do que faz. O resultado foi a construção de uma vida pequena, onde faz pouco, mal feito e ainda prejudica os demais.

O marceneiro que citei no artigo é muito bem remunerado, apesar de não ter um diploma na parede. Sua agenda é lotada de clientes. Se você já encomendou móveis planejados sabe quanto eles custam e como é raro encontrar bons marceneiros. Nos dias de hoje, uma pessoa como Michelangelo teria a internet para divulgar o seu trabalho artístico e não faltariam clientes.

O sucesso profissional e financeiro não depende do seu diploma. Depende do trabalho que você vai realizar com os seus conhecimentos para servir as pessoas (seus clientes ou os clientes do seu patrão).

O sucesso financeiro pode ser plenamente conciliado com o sucesso profissional na atividade que você realmente gosta de fazer.

Só que isso não vai cair do céu. É necessário fazer um bom planejamento para conduzir sua vida para essa realidade onde trabalho, dinheiro e amor em servir se encontram.

Espero que você possa olhar para o resultado do seu trabalho e, enlouquecido com a beleza da sua obra, possa gritar: “Perché non parli?”

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Sobre o Autor:

Estou sempre estudando e compartilhando novos conhecimentos com os meus leitores. Sou como um construtor de pontes, que facilitam o seu acesso ao seu desenvolvimento pessoal, profissional e financeiro.

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Daniel
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Daniel

O grande problema do “faça o que você ama” é que estamos no Brasil, um país onde ficamos meses trabalhando só pra pagar impostos. Pagamos impostos, mas não temos retorno. Temos que pagar plano de saúde, temos que comprar um carro porque o transporte público não funciona, temos que pagar caro em uma casa que não vale 20% do valor. Ou seja, é muito caro viver no brasil, isso se você quiser viver com o mínimo de conforto. Então, fazer o que você ama pode não ser a melhor solução hoje. É claro que, se você não ama o que… Ler mais »

Julio
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Julio

Bom de mais, acredito que a maioria está frustrada e sem saber o porque. Sempre pensei assim, logo busco aprender coisas novas, buscar novos desafios, pois uma vida estagnada pra mim significa infelicidade, busco sempre aprender e ensino para meu filho de 6 anos que ele precisa ser autodidata na vida.
Fiz e faço parte do curso Resistência e vi que to no caminho certo, mas são assuntos que não se pode conversar com todo mundo, nem todos estão preparados.

Luiz Fernando Mota
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Luiz Fernando Mota

Leandro, bom dia!

Artigo maravilhoso!! me emociona a maneira com que falou de Michelangelo, e sinto que com amor ao que fazemos tudo se torna bem melhor. Me sinto envergonhado com o caso dos médicos que ocorreu em Sorocaba, cidade tão próxima de onde moro e que nos causa uma vergonha dessas, vejo que as questões éticas e morais estão ficando cada vez mais escassos, me entristece isso. mesmo assim acredito num mundo um dia melhor e com muito mais amor.

Sandra
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Sandra

Leandro,

Simplesmente fantástico, apaixonante e arrebatador este texto.
Você se superou.

Michel
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Michel

Leandro, sou suspeito para falar do seu trabalho.
Sou assinante de suas newsletters e tenho seus livros ( hoje comprei mais um, o de imóveis ).
Além de você ser um excelente profissional tecnicamente, é nítido que escreve seus artigos com amor pelo que faz.
No livro “Os segredos da mente milionária”, Herv ensina que devemos abençoar o trabalho de quem admiramos.
Sendo assim :
Que Deus te abençoe e te dê cada dia mais sucesso !!!

Marco Morais
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Marco Morais

Olá Leandro, sem dúvidas é uma batalha que travamos todos os dias,
Excelente artigo parabéns!!!

Luiz Henrique P. Coelho
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Luiz Henrique P. Coelho

Muito bom o artigo Leandro!

Obrigado por compartilhar mais uma reflexão.

Já fiz o curso contra a nossa “Resistência”, a resistência dos outros e digo a todos e todas que leem agora e que estão em dúvida, que é um investimento muito válido, se estão dispostos a saírem da zona de conforto e aceitarem a realidade, recomendo fortemente que façam o curso! VALE MUITO A PENA, se conseguirem mudar 10% para melhor, o valor pago será meramente simbólico.

E continue esse trabalho fantástico Leandro!

Um grande e forte abraço!

Bruno Raniere
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Bruno Raniere

Ótimo texto, Leandro.
Agradeço pela sua iniciativa de continuar os temas abordados no Transcendencia Financeira nesse novo site. Enxergo esses seus textos como complementos ao seu curso Resistência, que me fez enxergar a importância de se buscar uma vida equilibrada e não somente focar na busca da independência financeira.

Mariana Rosa
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Mariana Rosa

Muito bom, Leandro!
Nada como ler um texto seu como esse para dar uma sacudida na poeira que às vezes se acumula nas nossas mentes.
Que você continue inspirando as pessoas a se tornarem uma versão melhor delas mesmas.

Mariana

Felipe
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Felipe

Ótimo artigo, Leandro!
Estava em dúvida se comprava teu curso, dado que já estou fazendo alguns outros neste exato momento, e não sei se teria tempo para fazer todos.Decidi que vale a pena assinar, quanto mais coisa para fazer, mais a gente encontra tempo para fazer mais, incrível como isso acontece.

Como diria Fernando Pessoa: “Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena” .

Um abraço e sucesso para você.

Tiago
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Tiago

Olá Leandro, artigo muito bom… Nós que decidimos o que queremos no presente e futuro, tudo passa pelas nossas mãos, oportunidades, fracassos, dúvidas enfim, todos os das nossas vidas temos que moldar as nossas escolhas para que nós venhamos a sofrer o mínimo possível. Sempre escuto pessoas reclamarem dos nossos governantes, enfim da má gestão pública. Ao ouvir as reclamações fico imaginando, em vez de reclamar, porque não tentar mudar a situação? A oportunidade de mudanças está nas nossas mãos. A principal mudança está no nosso interior. A cada reclamação que fazemos do mundo, é um minuto a menos que… Ler mais »

Jordan
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Jordan

Na teoria tudo é muito bonito, mas na prática vemos que a maior parte dos trabalhos exige um esforço maçante e as vezes sacrificios demais e acaba que ninguém ao final gostaria de ter um trabalho desses. Quem vai fazer o serviço sujo da sociedade? Alguém por caso nasce com um dom de catar lixo ou de carregar peso? Leandro, gosto muito dos seus textos mas as vezes vc é um pouco ingênuo!!

Erick
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Erick

Concordo com Jordan. Esse discurso de “fazer o que se ama” veio a tona há alguns anos, e vi muita gente abrindo mão de seu trabalho estabelecido para viajar rumo ao desconhecido, conhecer o mundo, viver da mãe natureza, explorar outros ramos de trabalho etc… Claro que alguns se encontram, mas a grande maioria apenas se frustra e volta com o rabo entre as pernas, muitas vezes sem ter onde morar, e por ter ficado longe do mercado de trabalho, não consegue recolocação facilmente. Sorte, azar, incompetência, ignorância, não importa. Nós vivemos em uma sociedade capitalista, e infelizmente o dinheiro… Ler mais »

Ariel
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Ariel

Que artigo matador Leandro. Fui seu aluno no curso RESISTÊNCIA, curso que revolucionou a minha forma de pensar. Estou investindo bastante na minha pessoa com novos conhecimentos para poder chegar num ponto satisfatório, aliás, na verdade é continuar essa busca sempre, deixando de lado a zona de conforto, buscando sempre ser uma pessoa melhor. Muito Obrigado

Claudinei Fernandes
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Claudinei Fernandes

Excelente reflexão, Leandro. Que Deus lhe de vida longa para que continue firme neste nobre propósito.

Gabriela Carvalho
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Gabriela Carvalho

Ótimo texto, isso me fez lembrar de quando eu era adolescente e as pessoas viam meus desenhos, achavam legal e tal mas sempre completavam, pena que isso não dá dinheiro. Infelizmente quando a gente é criança somos condicionados a pensar de uma forma que depois acaba refletindo de forma negativa. Hoje não trabalho com desenhos livres mas sou designer de interiores e trabalho com ambientes 3D, que de certa forma também é desenhar. E gosto muito do que faço! mesmo longe de ganhar muito bem.

Filipe M. Souza
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Filipe M. Souza

Olá Leandro..

Sou Componente do Clube a muito tempo….

Temas Interessantes que causam polêmicas e divergências de opiniões me dão prazer de ler e refletir.

A nossa mente tem uma capacidade (poder) incrível de nos sabotar… Ao ponto de sentirmos medo de buscar a plena felicidade em todas as esferas da Vida.

Eu respeito a reflexão do Daniel, Jordan e a do Erick, Mas acredito que com muita coragem e resistência para adiar as recompensas imediatas do Trabalho bem remunerado se pode alcança o sucesso profissional fazendo o que se gosta x realização financeira.

Simplicidade e Harmonia
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Simplicidade e Harmonia

Leandro, Maravilhoso post, principalmente no início do ano, quando as pessoas estão mais propensas à esse tipo de reflexão. “Trabalhar naquilo que não gostamos é uma violência contra nós mesmos.” Você disse tudo… Acredito que sejam poucos os que entrem no serviço público pensando em servir, vemos isso todos os dias. A grande maioria está interessada na remuneração e estabilidade. Mas também acredito que o problema seja mais complexo, pois no Brasil as oportunidades de ganhar salários melhores na iniciativa privada são menores na maior parte dos casos. Além disso, fatores como desemprego, falta de perspectivas positivas em relação ao… Ler mais »

Renato Mariano
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Renato Mariano

Oi Leandro! Amor naquilo que fez é fundamental exemplo meu maior é a ex-ginasta romena, Nádia Elena Comãneci, foi a primeira ginasta e única a receber uma nota dez desempenho perfeito em um evento olímpico de ginástica artística. Esse feito que ela conseguiu acredito que foi possível somente porque a ginástica ela amor da vida dela e eu busco a semelhança na minha profissão.
Como educador vejo que você está fazendo mesmo feito que Nádia fez na ginástica artística nota 10. Meus parabéns!

João Paulo Borges
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João Paulo Borges

Trabalhos simples e braçais devem ser vistos como escadas, opção para se manter enquanto não de desenvolve para atividades mais complexas, que agregam mais valor às pessoas/produtos e portanto recebem melhor remuneração. Cabe a cada um enfrentar as dificuldades para sair desse nível, sacrificando-se para alcançar um nível de vida agradável compatível com atividade econômica que não seja um fardo, que traga sentido para sua existência. Você precisa eleger uma coisa para dar sentido a sua vida, o Leandro apregoa que contribuir legitimamente para a comunidade em que você vive com um bom trabalho é algo que vai te dar… Ler mais »

CARLOS JOSE PERUFFO
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CARLOS JOSE PERUFFO

Leandro, artigo sensacional.

Quem faz o que gosta não trabalha, se diverte.
Alias, a palavra trabalho é horrenda. Veja a etimologia obtida no próprio Google:

A palavra trabalho deriva do latim tripalium ou tripalus, uma ferramenta de três pernas que imobilizava cavalos e bois para serem ferrados. Curiosamente era também o nome de um instrumento de tortura usado contra escravos e presos, que originou o verbo tripaliare cujo primeiro significado era “torturar”.

Pedro
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Pedro

Ótimo texto Leandro! Obrigado por compartilhar esse tipo de informação. Agora, estou refletindo sobre o que faz a gente amar alguma coisa. Você acha que as pessoas já nascem com certas afinidades e aversões? Acha que a criação dos pais, durante a infância, que faz com que a pessoa tende mais para uma área? Acha que isso pode ser alterado durante o decorrer da vida? E caso seja possível mudar, não seria mais fácil amar o que a pessoa já faz do que ter que mudar toda a vida? Obrigado!

Roberto Lima
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Roberto Lima

É isso aí Leandro, muito bom texto e reflexões. Deixe eu colocar uma pimentinha” nas discussões. Você já deve ter ouvido alguém fala que podemos fazer duas coisas: uma é amar o que fazemos e a outra é aprender a amar o que se faz (para não ter uma vida tão frustrante). Você acha que pensar da segunda maneira é o mesmo que se acomodar? As vezes fazendo algo que você aprende a gostar não é o caminho para chegar na felicidade, já que pode ser algo que não era de seu conhecimento. Por exemplo: Estudar. Para muitos era penoso… Ler mais »

Pedro Farol
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Pedro Farol

Desculpe fazer o papel de advogado do diabo, Leandro (pois entendi perfeitamente a essência do texto e concordo em género, número e grau)… Mas se depois disso tudo, vc diz nesse último comentário que “amar o que você já faz é a opção mais inteligente” qual o pq das outras sugestões citadas como, por exemplo, “escolher outro emprego” ou frases afins? Abraços e parabéns pelo excelente trabalho!

Pedro Farol
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Pedro Farol

Respondeu o que eu esperava de ti! Estudo filosofia prática numa rede de cultura, voluntariado (e filosofia) reconhecida mundialmente. Lá venho aprendendo bastante coisa que já vinha aprendendo (indiretamente) aqui. Não demorei pra perceber que vc tb é um amante da sabedoria. Como diria Kant, a liberdade está em fazer aquilo em que somos úteis! E enxergo os vários outros empregos (úteis) que temos que passar ao longo da vida, até alcançar o emprego dos nossos sonhos, como importantes degraus da própria felicidade. Obrigado pelo espaço de troca e reflexões, Leandro! Sigo sendo seu grande admirador!

Tiago Mvs
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Tiago Mvs

Abençoado é o seu trabalho que me deixou de queixo caído. Como você consegue fazer a pessoa pensar com situações que ocorrem no nosso dia dia? Verdade que acontece muitas coisas erradas como a do médico que ganha mais de 20 mil reais e praticamente tem uma vida infeliz. As pessoas dizem que dinheiro não é tudo. Parando para pensar novamente, percebo o quanto é falta de educação por parte de alguém ou pessoa que não tem o conhecimento de como o mundo funciona e como é importante fazer as coisas por amor. Dinheiro é consequência de uma coisa ou… Ler mais »

TiagoMvs
Visitante
TiagoMvs

Hoje assisti um filme que me fez voltar aqui e postar esse comentário. O nome do filme é A Bailarina 2017. Nele conta uma história de uma orfã que o sonho dela era se tornar uma bailarina. Eu lembrei muito bem da diferença que é uma pessoa trabalhar por amor, com o que gosta e uma que faz uma atividade por obrigação. A pergunta que ela fazia sempre e que a resposta era muito importante do que a atividade era: Por que você dança? Resposta: “Porque sempre fez parte da minha vida. A dança permite viver. Me permite ser eu… Ler mais »

Carlos
Visitante
Carlos

Esta reflexão é muito profunda e foi muito bem abordado.
Se sentir útil para alguém é algo que talvez não seja tão cativado em nossa sociedade. O servir foi substituído por apenas ser servido.
Se entendemos o verdadeiro sentido de servir bem aos outros, creio que naturalmente a felicidade chega através do reconhecimento daqueles que foram servidos.
O marceneiro mostra isso. O Dr. Bezerra de Menezes mostra que nosso ofício em servir deve estar acima dos ganhos e naturalmente os ganhos materiais também virão mais cedo ou mais tarde.
Abraços!

Erik Dutra de Barros
Visitante
Erik Dutra de Barros

Incrível! Me emocionei e senti assim como a música, que é o amor de minha vida, a profundidade de sua mensagem. Parabéns pelo belíssimo trabalho! Abraços !

valtersantos santos
Visitante
valtersantos santos

Eu cheguei a seguinte conclusão: Por amor ou por dinheiro somos supridores de necessidades uns dos outros. Quando seu sento na mesa para tomar café com um pouco de leite, me vem a mente a seguinte cena: Seu joão trabalhador rual levantando as 4 horas da manhã para tirar leite, e seu José as 7 horas para trabalhar o dia inteiro catando café debaixo de sol quente. Todo sacrifício que eles fizeram foi para que eu tivesse a oportunidade de sentar na mesa pegar leite e tomar café. Pegar leite na geladeira e pegar o pó no armário é fácil,… Ler mais »

danilo
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danilo

obrigado! Precisava ler isso (:-(

Eliana
Visitante
Eliana

Leandro parabéns pelo seu trabalho ! E que Deus sempre te abençoe ! Sou sua fã , leio todos seus artigos e a cada dia me torno uma pessoa melhor !!
Muitas das vezes compartilho dos mesmos pensamentos seus porém não sei me expressar e quando leio seus artigos me veêm uma luz ! Obrigado !